Açúcar ou gordura?

Photo credit: Ian Muttoo via VisualHunt.com / CC BY-NC-SA

Na edição deste mês da revista Piauí (junho/2016) li uma matéria incrível sobre a teoria do açúcar superando a da gordura como vilão da saúde.

Mais do que debater sobre os prejuízos entre um e outro, a revista conta os bastidores da cena acadêmica na luta entre as duas teorias.

 

Mas afinal, é açúcar ou gordura?

Essa batalha, foi vencida pela corrente da gordura até recentemente. Mas massacrou cientistas que tentavam em vão provar o contrário. A matéria da Piauí mostra como, ao longo de décadas, todo um sistema se fortalecia e se protegia de teorias que ousavam discordar da corrente principal. Esse sistema era composto pela academia, pelos órgãos nacionais e internacionais de saúde e a própria indústria de alimentos. Dentre os vários erros cometidos nessa área nos últimos quarenta anos, até sexismo rolou. Acredite se quiser, segundo a matéria, o primeiro estudo feito com mulheres para testar a hipótese da gordura só aconteceu em 1993.

Lembrei-me imediatamente do livro Sugar Blues, best seller nos anos 70. Nessa época a gordura ainda não era uma unanimidade. Esse livro foi motivo de muita gente largar os doces. Recordei os tempos da minha infância, em que meus tios, que sempre foram à frente do seu tempo, apregoavam os perigos do açúcar.

Independente de qual seja o maior vilão, no fim os maiores perdedores fomos nós mesmos. Após décadas de teorias sobre o colesterol e o perigo da gordura, o resultado está ai. A obesidade e os índices de cardiopatias e diabetes dispararam em vários lugares do mundo. Inclusive no Brasil.

 

E o que nós, mães, temos a ver com tudo isso?

Bem, nós fomos alimentadas e continuamos a alimentar nossos filhos com base nessas teorias ultrapassadas. A gente ainda acredita que ovo faz mal, margarina é melhor que manteiga e açúcar, desde que não seja em excesso, é ok. Na dúvida, o que podemos fazer?

Informar-se seria um bom começo. Tantas coisas têm sido descobertas no campo na nutrição recentemente. Vale a pena a gente deixar os velhos hábitos e conceitos em casa. Também dá pra ir atrás de informações de qualidade. Iniciativas como Do Campo à Mesa, por exemplo, trazem informação relevante e prática e nos ensinam a entender melhor o que está por trás dos rótulos dos alimentos.

Outras iniciativas, não tão simples, são diminuir a quantidade de alimentos processados, valorizar a comida caseira e o ato de cozinhar.

E vale lembrar que, independente de qual seja o maior vilão, a melhor receita de saúde ainda é uma dieta equilibrada, sem excessos de qualquer tipo. Seja ele açúcar ou gordura.

 

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