Desafio da paciência: pense antes de reagir

Paciência! Pense antes de reagir!
Photo credit: scottch via Visual hunt / CC BY-NC

Um dia desses comecei o dia da pior forma possível: depois de ter sido acordada algumas vezes durante a noite (Mamãe, água! Mamãe, xixi!), estava esgotada já ao sair da cama. Não fui a pessoa de maior paciência com uma criança que precisava de seu tempo para acordar, e a partir daí a coisa desandou. Ficou mais difícil preparar  minha filhota pra ir à escola, tudo demorou mais, chegamos atrasadas (quem me conhece sabe o quanto eu de-tes-to chegar atrasada).

Às vezes a gente não se dá conta de quanto nosso próprio humor “contamina” o humor dos outros. As crianças, então, parecem esponjas, e em questão de minutos acabam reproduzindo nossas reações. Aí entramos numa espiral sem que a gente se dê conta: mãe irritada > filho nervoso > mãe furiosa com o comportamento do filho > e por aí vai.

Claro que existem dias bons e dias ruins.

O problema é quando os dias ruins viram rotina sem que a gente perceba.
O problema é quando a gente é engolida sem ter consciência disso.
O problema é quando essa inconsciência afeta uma relação tão linda como é a relação mãe e filho.

Fiquei pensando: haveria uma maneira de frear essa cadeia de mau humor logo no início? Lembrei de um curso que fiz certa vez, onde aprendi que o “problema” não é o outro, e sim a forma como eu sinto e reajo ao outro. E sobre isso eu tenho controle (sobre o outro, não).

E por isso resolvi fazer uma experiência que funcionou lindamente comigo, e que agora coloco pra você em forma de desafio, para você fazer durante um dia inteirinho: de acordar até dormir: o Desafio da Paciência!

Paciência: pense antes de reagir
Seu filho está demorando a acordar? Antes de ficar brava com ele, conte até dez, e reflita sobre outra forma de acordá-lo (pegá-lo no colo e acordá-lo com um carinho pode ser mais gostoso).
Ele não quer comer no café da manhã? Conte até dez, avalie se tem aquela fruta que ele nunca recusa na geladeira, ou se dá pra aceitar só o pouquinho que ele comeu e aguardar pelo lanchinho).
Atrasou tudo, o trânsito está péssimo? Paciência! Relaxa! Se atrasou, atrasou. Estressar não vai mudar.
Sua criança está gritando em uma birra fenomenal? Respire, e considere uma saída ainda não experimentada, tire-o do ambiente, abrace-o até que se acalme.

Falo aqui em algumas situações e saídas possíveis para exemplificar, mas a ideia é que você se dê a chance de ponderar um pouquinho que seja antes de estragar o seu dia (e o do seu filho).

Quando o dia terminar, faça um balanço pra ver se valeu a pena. Deu pra aprender alguma coisa (o que realmente te irritou, o que foi fácil deixar pra lá, novas alternativas que podem ser incorporadas em momentos de stress)? Esse dia foi mais (ou menos) legal do que outros? Avalie também como os outros ficaram, se a casa ficou mais harmoniosa.

Estudos já provaram que pais felizes criam filhos felizes. Pra mim a experiência foi maravilhosa. Claro que às vezes a gente é tomada pelo impulso, mas esse dia me mostrou que eu estava dando valor demais pra coisas que não valiam a pena. E todo mundo saiu ganhando!

E depois de cumprir seu desafio, lembra de contar aqui pra gente!

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