O que a sua filha vai ser quando crescer?

Tá longe, né? Mas o que ela será amanhã depende de como você a educa hoje…

Meninas naturalmente são criadas para um mundo que definimos como “feminino”. Claro, cada vez mais essa barreira é quebrada e mulheres vão ascendendo a posições e carreiras antes impensáveis. Mas ainda temos campos a conquistar. Veja, por exemplo, a presença feminina em cursos como engenharia, matemática e física. Ainda é muito pequena. Nos Estados Unidos, por exemplo, as mulheres representam apenas 11% do total de engenheiros formados.

Já pensou se as mulheres, brilhantes como são, também estivessem presentes em maior número nessas carreiras? Seria uma grande oportunidade para elas e para o mundo, que aproveitaria o seu potencial nessa área. Mas como fazer as meninas se interessarem por essas carreiras?

Debbie Sterling é uma engenheira norte-americana que sofreu muito preconceito por estar num mundo dito “masculino” – o mundo da engenharia. Aqui nessa ótima palestra do TEDx, em inglês (você pode ver a transcrição em português), ela conta toda a rejeição que passou por ter escolhido esse caminho. Mas ela resolveu fazer desse problema uma solução e criou uma linha de brinquedos que estimula as meninas a desenvolverem suas habilidades espaciais e lógicas. Goldie Blox é uma linha de brinquedos linda e divertida e é um sucesso. Ela tornou Debbie uma referência quando o assunto é “girl power”, dando consultoria para várias empresas.

Na palestra ela diz “Eu sou uma engenheira. Eu não me encaixo. Mas as garotas do futuro se encaixarão”.

Em vez de princesas esperando para serem resgatadas, meninas espertas que criam soluções para as suas próprias vidas.

Mas parece que Debbie Sterling não está sozinha…

 

A Disney, a NASA e o Google querem as meninas em tecnologia

Ano passado a Disney lançou um desenho chamado Miles do Amanhã. Nele, a personagem infantil feminina, Loreta, é uma programadora de computador. E não é à toa. Conforme matéria no Washigton Post (que a Exame reproduziu em português), a Disney se associou ao Google e à NASA para ver de que forma poderia estimular as meninas a se interessarem pelas áreas de tecnologia. Daí surgiu a série de desenho. Ele coloca Loreta como um personagem feminino forte, imprescindível no roteiro e com um conhecimento único. Verdade que poderia ser melhor: o nome do desenho é um jogo duplo de palavras em inglês (“Miles” quer dizer “milhas” em português), mas é também o nome do irmão de Loreta, que usa azul enquanto ela se veste de rosa…mas já é um começo.

 

E no Brasil?

Aqui no Brasil ainda não temos a criativa linha de brinquedos da Debbie, mas já vemos algumas iniciativas que abrem possibilidades para desenvolver as habilidades espaciais e lógicas – de meninas e meninos.

Existe um movimento, chamado “makers”, onde as pessoas começam a fabricar produtos em pequena escala, usando a tecnologia para isso. Esse movimento já está acontecendo em diversas partes do mundo. Por aqui temos algumas empresas, como a Makers, de São Paulo e a Olabi, do Rio de Janeiro, trazendo esse conceito inovador também aos pequenos.

Na Makers tem cursos em que pais e filhos fazem juntos, brincando de criar protótipos. E na Olabi as crianças misturam corte e costura com impressão 3D e programação, criando seu próprio wearable, aparatos tecnológicos que você veste e interage por aí.

E então, o que sua filha vai ser quando crescer?

 

Veja também: Como criamos Meninas e Meninos

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