Pokemon Go: a próxima mania dos seus filhos

pokemon go
Photo credit: JD Hancock via Visualhunt.com / CC BY

Há duas semanas só se fala em Pokemon Go. A primeira iniciativa da Nintendo em jogos de celulares é a mais nova febre mundial. Dos blogs de nerds às páginas de economia, todo mundo quer saber cada passo dessa novidade. Uma mistura explosiva de celular, geolocalização, realidade aumentada e uma das franquias mais rentáveis do mundo, o Pokemon.

Vamos combinar: sair pelas cidades à caça de monstros virtuais numa interação com a vida real é a coisa mais incrível que já vi. Pra quem é da era PacMan, parece roteiro de filme de ficção científica. E não deixa de ser louvável a iniciativa de tirar os aficionados de games dos sofás e jogá-los nas ruas.

Enquanto escrevo esse post os mais fascinados estão acessando a AppleStore minuto a minuto, ou consultando o site feito só para dizer se o jogo já está no Brasil.

A tacada é genial e os resultados são tão expressivos que atualmente cenas impensáveis tem ocorrido pelo mundo afora. O Hypescience fez uma matéria só com depoimentos positivos, de pessoas que melhoraram após baixar o jogo. Casos de gente com sedentarismo. Pessoas com depressão e stress pós traumático. Mas emocionante mesmo foi ver o relato da mãe de um menino autista, que após o jogo começou a interagir mais com as pessoas.

Mas…é claro que nem tudo são flores.

Então, antes de baixar para o seu filho, pense bem nos seguintes pontos:

 

classificação indicativa de pokemon go

Qual a classificação indicativa do jogo? Na AppStore ele está classificado como 9+. Ou seja, no Brasil é equivalente à faixa etária para maiores de 10 anos. O motivo são cenas moderadas de violência. Veja mais sobre a importância da Classificação Indicativa nesse nosso vídeo.

 

atenção à segurança física e crimes:

Apesar do pouquíssimo tempo de uso, há inúmeros relatos de pessoas que sofreram acidentes, inclusive ao volante, distraídas que estavam em busca dos monstros. Adolescentes também já foram confundidos com bandidos invadindo uma casa e quase foram baleados. Se forem negros, então…Aqui você pode ver como a comunidade negra americana está preocupada com a segurança das suas crianças. No Brasil não é difícil imaginar que as crianças negras também corram ainda mais risco de serem confundidas com bandidos ao tentar acessar lugares não permitidos ou diferentes para elas.

Além disso, os bandidos (de verdade) já perceberam que a geolocalização aliada à caça aos monstros é uma ótima forma de atrair vítimas. Até o momento mais de onze pessoas já foram assaltadas por bandidos que usaram a tecnologia do jogo. A polícia de O’Fallon (Missouri) publicou até um comunicado à população.

Após tantos incidentes em tão pouco tempo, a própria empresa desenvolvedora do jogo fez um alerta:

“Encorajamos todas as pessoas que estão jogando o Pokémon Go a prestar atenção no ambiente e jogar com os amigos quando forem para lugares novos ou desconhecidos. Por favor, lembrem-se de ficar seguros e alertas o tempo todo.”

 

Cuidado com as informações do seu filho!

O Buzzfeed fez uma matéria sobre a política de privacidade do Pokemon Go. A empresa que o comercializa pode coletar, por exemplo, o endereço de e-mail, endereço IP, o nome de usuário e a sua localização. E ela pode ter até acesso para ler e escrever o seu email e documentos do Google Drive, entre outras coisas.

 

Espere chegar no Brasil

Já existe uma versão falsa, que na verdade é um malware. Ou seja, prejudica o seu celular se você o baixar. Não vale a pena arriscar; tenha paciência.

 

Estabeleça dia e tempo delimitado para a brincadeira

Segundo um estudo da SimilarWeb, 60% dos usuários estão acessando o jogo diariamente. Os usuários também estão jogando mais tempo do que ficam em apps como o Whatsapp. Muitos adultos já admitiram que perderam o controle e deixaram o app dominar os seus horários, inclusive no trabalho. Se um adulto não consegue ter esse tipo de controle, não espere das crianças esse bom senso. Defina você os limites e combine as regras antes de baixar o jogo.

 

fique de olho no consumismo dissimulado de lazer

O jogo é do tipo “freemium”. Você baixa de graça, mas paga entre US$0,99 e US$99,99 por algumas facilidades. Além disso, já se fala na comercialização de outras marcas dentro do jogo. Fique de olho na propaganda dissimulada e nos gastos excessivos!

 

E isso é só o começo!

Agora que a Nintendo colocou o ovo de Colombo em pé, muitos e muitos outros jogos virão com essa mesma lógica. Então, mais importante que baixar ou não Pokemon Go é estabelecer, desde já, as regras para usar esse tipo de jogo, a fim de proteger o seu filho. Nesta ou em qualquer outra aventura.

 

Veja também:

Cartas de Pokemon – a nova febre dos (muito) pequenos

Como proteger as crianças do que elas assistem? (Classificação Indicativa)

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